Cuidados com os pés no inverno em Curitiba

Todo inverno o mesmo padrão se repete na clínica: rachaduras no calcanhar em junho e julho, e micose entre os dedos logo em seguida. As duas coisas têm a mesma origem.

Por que o inverno racha o calcanhar

O ar frio e seco reduz a umidade da pele. Ao mesmo tempo, o banho fica mais quente e mais demorado, o que remove a oleosidade natural que retém água na pele.

A pele do calcanhar, já naturalmente mais espessa, perde elasticidade. A cada passo, o peso do corpo empurra essa borda rígida para os lados — e sem maleabilidade ela racha.

A rotina que previne a fissura

  • Hidrate os pés à noite, com produto à base de ureia, e calce meia de algodão em seguida para potencializar a absorção
  • Reduza a temperatura e o tempo do banho: água muito quente resseca
  • Aplique o hidratante com o pé ainda levemente úmido, logo após o banho
  • Poupe os espaços entre os dedos — ali o creme retém umidade e favorece micose
  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede; no frio a ingestão cai naturalmente

O paradoxo do calçado fechado

No frio, o pé passa o dia inteiro em bota, sapato fechado ou tênis. Isso protege do frio, mas cria um microclima quente e úmido — ambiente ideal para fungos.

É por isso que o inverno concentra tanto rachadura quanto micose: a pele resseca por fora e macera por dentro, entre os dedos.

Três hábitos que resolvem a maior parte

  • Alterne os calçados: um par precisa de cerca de 24 horas para secar por completo
  • Troque de meia todos os dias e prefira algodão a tecidos sintéticos
  • Seque bem entre os dedos após o banho, com atenção especial ao espaço entre o quarto e o quinto dedo

O que não fazer

  • Lixar o calcanhar seco com lixa grossa — a pele responde engrossando ainda mais
  • Usar bolsa de água quente ou aquecedor direto nos pés, principalmente com diabetes ou neuropatia
  • Cortar a borda espessa com lâmina ou gilete em casa
  • Aplicar calicida sobre a área rachada

Quando não dá para resolver sozinha

Se a borda já está muito espessa, o hidratante não penetra e a mecânica que abre a fenda continua ativa. Nesse ponto é preciso remover mecanicamente a queratina endurecida para que a hidratação volte a funcionar.

Fissura com sangramento, dor ao pisar, vermelhidão ao redor ou secreção pede avaliação — e, em quem tem diabetes, avaliação sem espera.

Importante: a podologia cuida da saúde e da estética dos pés e das unhas por meio de técnicas específicas. Não substitui consulta médica. Quando o quadro exigir diagnóstico clínico, exame laboratorial ou prescrição de medicamento, você recebe orientação e encaminhamento para o profissional de medicina adequado.

Vamos cuidar dos seus pés

Da leitura para o cuidado

Agende sua avaliação podológica no Centro Cívico, em Curitiba.